Ontem num antiquário uma enorme pintura espanhola, hierática, negra, século XVIII: o Cristo triunfante abençoa Teresa de Ávila. Em baixo, o escudo heráldico com as armas de Castela, Portugal e Aragão: eram de alta linhagem os padroeiros da capela para onde se destinava. Teresa segurava nas mãos um coração em chamas trespassado por uma flecha.
Incendium Amoris. Conspiração nupcial para tempos de apocalipse. Lá fora, a hora das Trevas.
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