Madrid, não longe da Plaza de Santa Ana: baile de máscaras na despedida de Março. O encanto não vem da dança, não vem da música - é a máscara negra que proporciona, que favorece, a aventura singular do encontro puro. Por ela todo o encontro é instantâneo e inteiro.
E recordo o baile de máscaras de Marie-Antoinette de França, o baile de máscaras de Elisabeth de Habsburgo. Quanto mais alto subimos maior é o desejo do disfarce, do incógnito: subterrânea expedição, momentâneo regresso aos templos da verdade velada. O que foi dito sob a máscara - o que foi feito sob a máscara - guardado para sempre sob as colunas verdes do palácio de Santa Ana. Sob a luz inquietante de Santa Ana.
Nudité de l'âme au bal masqué des corps.
Nudité abyssale de Dieu sous le masque de lumière des mondes.
Roi caché nommé désir.
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