Quando era mais nova importava-me menos com o mundo. E no entanto estava mais próxima dele.
De Deus, creio que não me afastei nem me aproximei. Nem acredito que tal seja possível.
Das outras pessoas não consigo ter uma ideia clara. Às vezes, a distância que vai do tigre à sua presa: um salto, a possibilidade de um salto. Outras vezes, a distância que me separa do nada. Outras ainda, a fusão. Que curiosamente ocorre não em nós, mas em mim mesma. Eu sou nós.
De mim, como já disse, pouco sei. E penso que pouco há para saber. Sou um vampiro ao contrário: a imagem que nunca tem corpo fora do espelho.
Junho.
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