
Tu désires selon le désir de l'autre, foi esse o poder das fomes brancas. Entrámos os três e subiu em mim a chuva, do quarto apagado manchas de tinta a crescer. Senta-te aí disse ele e não era eu, nas mãos da Clara a calmaria do mar. Murder ballads, sim.
Queres ver, disse-lhe ele e pensei foi de mim que tomaste as cores do sangue pois e para isso foi preciso que me visses como dezembro a tremer, foi preciso rasgar a aurora. E olhei para ela mas ela não via o vermelho impuro, gosto tanto desse disse eu devagar e queria dizer não sabes? Ele é a presa da fome e tu foste quarto cheio de coisas e tantas coisas em ti talvez a canção de inverno e ele disse-te o que aconteceu em Moscovo? Tão quietas as tuas mãos, a dança.
Sim, disse ela, e eu vi-a com os olhos dele e senti Sim, disse ela e queria dizer lembras-te? e olhava como um lago sem dor e demorou-se nele como se soubesse o lugar das cicatrizes, das marcas. Como se soubesse as palavras mortas.
Ele tremeu talvez e disse qualquer coisa e vai ouvi eu as rosas morrem.
Get down get down little Henry Lee, murmurou a fome.
Não sabes o que fazes pensei e disse coisas sobre o vermelho e a vida enquanto as coisas gritavam dos cantos e os livros aos montes eram demais e cada um dos ferros e das pedras. Frases. Agora sei pensei mas não disse isso agora sei as fendas do mundo sim, vai dizia o homem do clarinete em Moscovo vai saber porque é que parei aqui nesta fotografia rasgada que música toquei antes sem ninguém ouvir que olhar me rasgou ou achavas que não são contas que o meu filho quer ajustar? vai dizia a chaleira de cobre há qualquer coisa em mim que só pode ser entendida no frio de outubro ou? vai dizia o livro azul já te contei o deserto dos gelos e é a tua vez as garras.
Clara.
Foste tu gritei e eles não souberam foste tu que lhe deste a fome dos anjos. Vejo-te agora, calmaria do mar abismo de me não ver, vejo-te agora com os olhos dele e sei porque me quis na noite que eu tive vermelha. E sim em ti corre o segredo como sangue em poemas mortos, nada. O gesto dança nas tuas mãos e disse fala-me como se não soubesse que não era preciso. Que disseste disse ela e queria dizer ele atravessou-te mas vês eu sou opaca.
Foi há tanto tempo o tempo dos anjos mortos, era tão nova e as aulas eram o caminho de casa dela. Não há amor que não seja raspar uma porta fechada. A little pen-knife held in her hand, murmurou o mundo e eu pensei somos o desejo solto dos anjos.
Fui eu disse ela e só eu ouvi, e sim esta noite ensino-te a fome. As suas mãos calmaria do mar, as trevas.
4 comments:
Pois é, pois é.
Uma navalha de barro contra uma porta de aço.
Exaltação do barro! Sim, é isso, isso mesmo. A navalha que_brada.
o sangue, a fome, as trevas..... "Não há amor que não seja raspar uma porta fechada."
Adorei.
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