Amor da floresta, que me ensinou a ligeireza da dança.
Amor da árvore, que me ensinou a presença inteira.
Amor do ramo, que me ensinou a sustentação dos pássaros.
Amor da folha, que me ensinou a elevação dos mundos.
Amor da pedra, que me ensinou a linguagem do deus.
Floresta, em nós se não distinguem o corpo e a alma. Inconstância da luz! Por longo tempo me contive nos caminhos únicos. Raízes na profundeza dos céus, ramagens de desejo puro, domínio das águias chamadas loucura! Em baixo, na cidade do pó, chamaram-me a Peregrina. E percorro-te na noite em busca de outra Noite.
Deixamos para trás o deus dos rebanhos áridos.